Eleições 2026 · 1º turno · Cidade do Rio de Janeiro

Como votaram as áreas de milícia do Rio

Cruzamos o resultado de cada urna do TSE com as áreas sob controle ou influência de milícia no Mapa Histórico dos Grupos Armados, que somam 169 km² em 83 bairros, onde moram cerca de 1,4 milhão de pessoas. Para presidente, Flávio Bolsonaro venceu com folga nos locais de votação onde a maioria dos eleitores mora nessas áreas, com vantagem maior que na cidade como um todo. Para governador, Eduardo Paes também ficou à frente nesses locais, mas por margem menor que na cidade.

Nos locais de votação onde a maioria dos eleitores mora em área de milícia, Flávio Bolsonaro ficou 14,2 pontos à frente de Lula, contra 4,0 pontos na cidade como um todo. No restante da cidade (os demais locais de votação, que também recebem eleitores de área de milícia), Flávio teve 46,9% e Lula 44,9%. Dentro de cada região, porém, Flávio tem nos locais de milícia praticamente o mesmo resultado que no restante da região, ou menos: a vantagem maior vem de onde ficam essas áreas, com 139 dos 237 locais na Zona Oeste, onde ele é forte em toda parte (veja Depende da região). Para governador, Paes teve 50,8% nesses locais, contra 53,5% na cidade. A votação de Flávio muda pouco quando o recorte fica mais estrito: 52,8% nos locais com 75% ou mais de eleitores de área de milícia e 52,3% nos de 90% ou mais (veja a tabela de critérios).

Presidente · áreas de milícia do Rio
Flávio Bolsonaro à frente
Flávio Bolsonaro PL
53,0%
Lula PT
38,8%
Cidade inteira47,9% × 43,9%
Governador · áreas de milícia do Rio
Eduardo Paes à frente
Eduardo Paes PSD
50,8%
Douglas Ruas PL
44,3%
Cidade inteira53,5% × 40,8%

Percentuais sobre os votos válidos nos 237 locais de votação em que a maioria estimada dos eleitores mora em área sob controle ou influência de milícia (cerca de 820 mil eleitores, dos quais cerca de 630 mil moram nessas áreas: 56,1% dos eleitores de área de milícia da cidade); o voto é secreto e a urna não registra endereço, por isso o resultado é uma estimativa geográfica (veja como calculamos). Lula e Flávio Bolsonaro disputam o 2º turno em 25 de outubro. Douglas Ruas foi eleito governador no 1º turno: na totalização do TSE de 10 de outubro, os votos em Anthony Garotinho contam como nulos.

Depende da região

Flávio Bolsonaro vence nos locais de milícia de todas as regiões com esses locais. Na Zona Norte e na Zona Oeste, os locais de milícia votam de forma parecida com o restante da região. Em Barra e Jacarepaguá, os locais de milícia votam menos em Flávio Bolsonaro que o restante da região. O Centro e Zona Portuária, a Zona Sul e a Grande Tijuca não têm local com maioria de eleitores de área de milícia e ficam sem comparação. Em cada região, a barra “Restante” reúne os demais locais de votação da região; ela inclui os eleitores de área de milícia que votam em locais onde não são maioria e, por isso, não é a mesma coisa que a região sem as áreas de milícia.Eduardo Paes vence nos locais de milícia de todas as regiões com esses locais; na Zona Oeste, Douglas Ruas ganha no restante da região. A vantagem de Eduardo Paes nos locais de milícia sobre o restante da região é maior em Barra e Jacarepaguá e na Zona Oeste. Na Zona Norte, os locais de milícia votam de forma parecida com o restante da região. O Centro e Zona Portuária, a Zona Sul e a Grande Tijuca não têm local com maioria de eleitores de área de milícia e ficam sem comparação. Em cada região, a barra “Restante” reúne os demais locais de votação da região; ela inclui os eleitores de área de milícia que votam em locais onde não são maioria e, por isso, não é a mesma coisa que a região sem as áreas de milícia.

Quem vota nos locais de milícia

Perfil do eleitorado

Cadastro de eleitores do TSE (perfil por seção eleitoral): dados de quem está inscrito em cada urna, sem estimativa geográfica. *Renda e evangélicos: Censo 2022, nas áreas de onde vêm os eleitores de cada local; a renda é o rendimento médio dos responsáveis pelos domicílios de cada setor, e a religião é a das pessoas de 10 anos ou mais da área do Censo em volta (áreas de ponderação, com cerca de 30 mil moradores cada). Essas linhas são estimativas geográficas.

O voto nas áreas de milícia é só escolaridade, renda ou religião?

Mapa

O mapa mostra a área de milícia de cada bairro com a cor do candidato estimado como mais votado entre seus moradores ou, na outra opção, cada local de votação com a cor do mais votado ali. Toque numa área ou num local para ver o resultado.

Use dois dedos para mover o mapa.

Bairro por bairro

Estimativa para a área de milícia de cada bairro: os moradores são distribuídos entre os locais de votação próximos que têm vaga, e o resultado da área é a média desses locais, ponderada pelo número de moradores que cada um recebe. Como esses locais também recebem eleitores de fora da área, o resultado tende a se aproximar do voto do entorno; a confiança indica o quanto os moradores votam em locais onde a maioria dos eleitores mora em área de milícia, e é baixa quando menos da metade deles tem local com vaga a até 2 km (veja como calculamos). O resultado por bairro serve para localizar e comparar áreas, não como medida exata do voto dos seus moradores. Por padrão, aparecem só as áreas de confiança média ou alta; a busca por nome encontra todas. Toque numa linha para ver os locais usados e localizar a área no mapa. A linha abaixo do nome diz quanto da área está sob controle de milícia; o resto está sob influência.

Bairro Região Eleitores (est.) PresidentePres. GovernadorGov.

O resultado muda com o critério?

Percentuais sobre os votos válidos nos locais selecionados por cada critério. Escolha o cargo e a cidade inteira ou uma região.

Os critérios “Locais ≥ X% milícia” usam só os locais em que a parcela estimada de eleitores de área de milícia atinge X% (veja como calculamos); “Locais” é quantos locais de votação entram em cada critério (um local é o prédio onde se vota, geralmente uma escola, com várias seções eleitorais, cada uma com sua urna); “Votantes” é quantas pessoas votaram nesses locais (o comparecimento, o mesmo para os dois cargos). Os critérios por distância contam o local inteiro se ele estiver a até X metros do limite de uma área de milícia. “≥ 90%” é o recorte quase sem mistura com eleitores de fora das áreas de milícia. Em cada critério, o mais votado aparece em negrito.

Comparecimento

Como calculamos

O TSE divulga os votos de cada seção eleitoral e o endereço de cada local de votação, mas não onde o eleitor mora. Por isso a análise estima de onde vêm os eleitores de cada local e, com isso, em quais locais a maioria mora em área de milícia.

1. Dados

Votos e comparecimento: votação por seção eleitoral do 1º turno de 2026 (presidente, governador, senador e deputados) e o detalhe dela (comparecimento, brancos e nulos), do Portal de Dados Abertos do TSE, gerados em 5 e 6 de outubro de 2026; quem é candidato e a situação de cada um vêm da totalização do TSE de 10 de outubro de 2026. Locais: eleitorado por local de votação 2026, do TSE, com as coordenadas de cada local. Um local de votação é o prédio onde se vota, geralmente uma escola, com várias seções, cada uma com sua urna; como as coordenadas são do prédio, a análise trabalha com locais. A cidade do Rio de Janeiro tem 1.450 locais e 12.635 seções.

Áreas de milícia: o Mapa Histórico dos Grupos Armados (GENI/UFF e Instituto Fogo Cruzado, dados de 2024). O mapa distingue áreas sob controle de um grupo, em que ele extrai recursos, impõe regras e se sustenta pela força, tudo ao mesmo tempo, de áreas sob influência, um domínio parcial ou intermitente. Aqui contam as duas, quando o grupo é uma milícia: 114 km² sob controle e 55 km² só sob influência, em 83 bairros. O servidor do mapa não oferece os polígonos; as áreas foram lidas das imagens do mapa, com cerca de 33 metros de precisão. Os autores avisam que o mapa não serve de referência sobre o controle de cada território.

Moradores: setores censitários do Censo 2022, com a população por faixa etária e a renda dos responsáveis pelos domicílios. Cada setor é dividido entre área de milícia e fora dela na proporção da área: cerca de 1,4 milhão de pessoas moram nas áreas de milícia; fora delas, ficam 3.951.227 pessoas com 16 anos ou mais. Cada bairro com área de milícia é uma unidade: a parte do bairro sob controle ou influência.

2. De onde vêm os eleitores de cada local

  1. Moradores de área de milícia. A área de milícia de cada bairro é preenchida com pontos a cada 20 m, entre os quais se divide a sua população de 16 anos ou mais (a proporção de adultos vem dos setores censitários dentro da área).
  2. Moradores de fora das áreas. Cada setor censitário vira um ponto com a sua população de 16 anos ou mais; setores com mais de 0,25 km² viram uma grade de pontos a cada 250 m. A parte de cada setor dentro de uma área de milícia é descontada, na proporção da área, para ninguém ser contado duas vezes.
  3. Só quem pode votar. Nas áreas de milícia, 79,7% dos moradores têm 16 anos ou mais, contra 82,1% na cidade. A análise conta só quem tem 16 anos ou mais (da faixa de 15 a 19 anos do Censo entram quatro quintos; quando o IBGE oculta faixas de um setor pequeno, usam-se as disponíveis). Multiplicada pela razão entre o eleitorado e essa população na cidade inteira (0,97), ela soma o eleitorado real.
  4. Distribuição com capacidade. Cada local recebe no máximo o seu eleitorado registrado no TSE. Cada morador vai para o local mais próximo com vaga; na disputa por um local, fica quem mora mais perto, e os demais seguem para o próximo com vaga (em até doze rodadas). Ninguém vai a mais de 2 km: quem não acha vaga até essa distância fica sem local e fora das estimativas. Isso acontece onde há mais moradores que eleitores inscritos por perto, como em bairros que cresceram depressa. Ficam nessa situação 18,1% dos eleitores de área de milícia. Entre as regiões com mais moradores em área de milícia, a fração vai de menos de 1% na Zona Norte a 30% em Barra e Jacarepaguá.
  5. Parcela de área de milícia. É o número de eleitores de área de milícia que um local recebeu dividido pelo seu eleitorado.

3. Os números principais

O recorte principal são os 237 locais com parcela de área de milícia de pelo menos 50% (817.673 eleitores). Ao contrário do site das favelas, não há filtro pelo perfil do eleitorado: as áreas de milícia incluem bairros de classe média, e escolaridade alta não contradiz a estimativa.

Nos locais do recorte principal, cerca de 77% dos eleitores moram em área de milícia. Dos eleitores de área de milícia da cidade, 56,1% votam nesses locais e 25,8% em locais onde não são maioria; 18,1% ficam sem local a até 2 km. O restante da cidade ou da região são os demais locais de votação. Não é a cidade sem as áreas de milícia: nele votam também os eleitores dessas áreas que não são maioria no seu local. A cidade inteira é o resultado oficial. Os percentuais são sobre os votos válidos; “votantes” é o comparecimento, quem votou nesses locais, o mesmo número para presidente e governador.

Na tabela de critérios, o cálculo é refeito com recortes mais estritos (pelo menos 75% e 90% de eleitores de área de milícia), que misturam menos eleitores de fora mas têm menos locais, e com um critério só geográfico: o local conta se estiver a até 50, 100 ou 200 metros de uma área de milícia. Esse critério mede outra coisa: um local na borda de uma área também atende o bairro vizinho.

4. Regiões

As regiões seguem as áreas de planejamento da Prefeitura, com a AP2 dividida em Zona Sul e Grande Tijuca: Centro e Zona Portuária (AP1), Zona Sul (AP2.1), Grande Tijuca (AP2.2), Zona Norte (AP3), Barra e Jacarepaguá (AP4) e Zona Oeste (AP5). Cada local é classificado pelo bairro oficial (limites do IPP) em que está. Em cada região, a barra “Milícia” usa os locais do recorte principal e a barra “Restante”, os demais locais da região. Regiões com menos de 10 locais no recorte são marcadas como amostra pequena.

5. Comparação com 2022

O 1º turno de 2022 vem da mesma fonte do TSE (votação por seção e locais de votação de 2022). Cada local de 2022 é associado ao local de 2026 que recebeu pelo menos metade das suas seções; sem isso, ao de mesmo número a até 300 metros ou a um local no mesmo prédio (a até 30 metros). Como segue as seções, a associação às vezes liga um local de 2022 ao prédio para onde elas foram transferidas. Assim, 1.400 dos 1.401 locais de 2022 têm correspondente em 2026, e os do recorte principal que têm correspondente reúnem 95% do eleitorado do recorte. Os dois anos são somados nos mesmos locais de 2026 com correspondente (recorte principal, restante e regiões); a cidade inteira é o resultado oficial de cada ano. O resultado de 2022 de cada área usa os pesos da distribuição de 2026 e só aparece quando os locais com correspondente recebem pelo menos 80% dos moradores que têm local. A soma das seções de 2022 confere com o total oficial, candidato a candidato; votos de candidaturas canceladas antes da eleição contam como nulos, como no resultado oficial. A comparação supõe que o eleitorado de cada local mudou pouco em quatro anos, o que não é exato: há mudanças de endereço, eleitores novos e seções redistribuídas. As áreas de milícia são as de 2024 nos dois anos.

6. Senadores e deputados

Para senador e deputados, a análise soma a votação por seção do 1º turno de 2026 nos mesmos locais do recorte principal. Os percentuais são sobre os votos válidos mais os anulados sub judice de cada cargo, como no TSE (para deputado, com os votos de legenda; no Senado, cada eleitor votou em dois candidatos). A concentração de um candidato é a parte dos votos dele na cidade que veio desses locais: como eles reúnem cerca de 16% desses votos da cidade, nos três cargos, um candidato acima disso tem votação concentrada nos locais de milícia. Só contam os votos dados na cidade; senadores e deputados são eleitos com os do estado inteiro. A soma por candidato confere, voto a voto, com o total oficial do município, de onde vêm também nome de urna, partido e situação (eleito, suplente). Os votos de candidatos com registro em julgamento (sub judice) entram na base dos percentuais, como no TSE; se o registro for negado, esses votos serão anulados. Esses candidatos entram na tabela de deputados pelo mesmo corte dos suplentes, marcados como sub judice.

7. Comparecimento

Abstenção, brancos e nulos vêm do detalhe da votação por seção, para presidente. A abstenção é a parcela dos eleitores aptos que não votou; brancos e nulos são parcelas de quem votou. Nos locais do recorte principal, a abstenção foi de 24,8%, contra 26,1% na cidade inteira. Como o cadastro ainda inclui pessoas que se mudaram ou morreram, a abstenção medida é um pouco maior que a real em toda a cidade.

8. Resultado por bairro e mapa

O resultado da área de milícia de cada bairro é a média dos locais que receberam seus moradores, ponderada pelo número de moradores que cada um recebeu. Como esses locais também recebem eleitores de fora, o resultado de uma área cercada de bairros de outro perfil puxa para o voto dos vizinhos. Por isso cada área traz uma confiança: a parcela média de eleitores de área de milícia nos locais onde seus moradores votam. Ela é alta com 60% ou mais, média de 40% a 60% e baixa abaixo de 40%. A confiança também é baixa quando menos da metade dos moradores tem local com vaga a até 2 km; aí o resultado vale só para os que têm. A tabela mostra, de início, só as áreas de confiança média ou alta; no mapa, as de confiança baixa ficam em cinza. As de confiança baixa são 45 das 83 áreas com moradores, com 11% dos moradores de área de milícia. A busca encontra todas, tocar numa área no mapa mostra o resultado dela, e uma opção mostra as de confiança baixa na tabela e no mapa. O resultado por bairro serve para localizar e comparar áreas, não como medida exata do voto dos moradores.

9. Perfil do eleitorado, renda e religião

O TSE publica o perfil dos inscritos em cada seção (escolaridade, idade e sexo, entre outros): é dado do cadastro, sem estimativa geográfica. Cor/raça e identidade de gênero ainda faltam para mais de 80% dos eleitores e não foram usadas. A renda do entorno de um local é a renda média dos responsáveis pelos domicílios (Censo 2022) nos setores de onde vêm seus eleitores, segundo a distribuição, e por isso é uma estimativa geográfica. Ficam de fora os 18 setores da cidade em que a renda média passa de seis vezes a mediana, porque neles uma renda declarada extrema puxa a média para cima, e os 2 em que a mediana é de R$ 100, um erro de registro que puxa a média para baixo. Nos locais do recorte principal, ela é de R$ 2.571, contra R$ 4.401 na cidade inteira. A religião do entorno segue o mesmo caminho: cada morador recebe a fração de evangélicos da sua área de ponderação do Censo 2022 (regiões de cerca de 30 mil moradores, as menores com resultado da pergunta sobre religião), e cada local fica com a média de quem vota nele. No recorte principal, 33% das pessoas de 10 anos ou mais são evangélicas, contra 25% na cidade.

Esses dados servem para descrever quem vota nos locais de milícia e para comparar esses locais com os do restante que têm escolaridade, renda ou religião parecida, para ver se o voto nas áreas de milícia é só reflexo delas. A comparação usa faixas da fração sem fundamental completo, da renda do entorno ou da fração de evangélicos do entorno; faixas com menos de 5 locais de milícia ficam sem comparação.

10. Conferência

A soma de todas as seções da cidade bate, candidato a candidato e voto a voto, com o total oficial do município (3.471.874 votos nominais para presidente e 3.235.174 para governador).

11. Garotinho

Nos dados do TSE de 7 de outubro, os votos de Anthony Garotinho (REPUBLICANOS) apareciam como “anulado sub judice”, na base dos percentuais de governador. Na totalização de 10 de outubro, ele não está mais entre os candidatos, e esses votos contam como nulos: são 60.118 na cidade e 10.504 nos locais do recorte principal. Por isso os percentuais de governador são sobre os votos válidos, como no TSE (Paes com 53,50% na cidade), e Douglas Ruas foi eleito no 1º turno no estado, com 50,88%. Decisões judiciais podem mudar isso.

12. Limitações

É uma inferência ecológica: o voto é secreto, e o resultado de um local mistura moradores de área de milícia e vizinhos. Não mede o voto dos milicianos nem diz que alguém votou sob pressão: estima como votaram os locais onde a maioria dos eleitores mora nessas áreas. A distribuição supõe que cada eleitor vota perto de casa, mas muita gente vota longe, porque não transferiu o título ao mudar de endereço. As áreas são as de 2024, lidas de imagens, e o domínio dos grupos muda com o tempo; dentro de cada setor, a população é suposta espalhada por igual. Idade, renda e religião são as do Censo de 2022, e a razão entre eleitores e população de 16 anos ou mais é a mesma em toda a cidade, embora a inscrição varie de bairro para bairro. Todos com 16 anos ou mais contam igualmente, embora só cerca de 15% dos jovens de 16 e 17 anos estejam inscritos. As coordenadas do TSE têm imprecisões pontuais.